AGRO ECOLOGIA: UMA AGRICULTURA PARA VIDA – PARTE II

AGRO ECOLOGIA

UMA AGRICULTURA INTELIGENTE E PARA VIDA VALORIZANDO O SABER DO AGRICULTOR

Adolfo Brás Sunderhus[1]

Alessandra Soares Silva[2]

 

AS TECNOLOGIAS E A SUSTENTABILIDADE

Hoje as tecnologias disponíveis são caras e excludentes aos agricultores familiares e para uma agricultura inteligente e para vida. No entanto quando geradas dentro de sua lógica de entendimento e prática discutidos, criam-se espaços que podem ser ocupados, principalmente

concebidos em um processo interativo com os agricultores familiares e suas organizações de representação em suas regiões produtoras e articulados aos serviços de ATER públicos e privado de forma que estes agricultores consigam alcançar novas oportunidades de mercado e níveis competitivos de produtividade e produção final para sustentabilidade familiar. Esta relação adota o princípio da valorização do capital humano e do capital social e dos seus saberes e conhecimentos. E necessário, portanto implantar com urgência uma política agrícola diferenciada. Para tanto é necessário, além da decisão política, o conhecimento técnico, teórico e metodológico que possa identificar e propor um planejamento participativo, permitindo indicar caminhos entre as diferentes formas de interpretar e entender a lógica de produção da agricultura familiar e sua sustentabilidade e estabelecer processos de assistência técnica e extensão rural e pesquisa centrada nas pessoas e não apenas em produtos, como parte de um modelo de desenvolvimento com novas formas de produção, organização, gestão e controle social, adotando uma nova matriz tecnologia limpa, saudável e sustentável – agroecologica.

 

A LÓGICA DA MATRIZ DE UMA AGRICULTURA INTELIGENTE E PARA VIDA

A matriz de produção da agricultura inteligente e para vida apresenta uma amplitude que vai além de falar da terra e da produção fala, sobretudo da preservação de meio ambiente, da responsabilidade social e econômica e dos direitos e deveres do agricultor e de suas relações de gênero e geração. Traz conceitos de respeito à vida em todas as suas formas. Destaca-se o respeito ao solo, considerado por muitos como o maior organismo vivo do planeta e por outros, como o próprio gerador da vida.

Tem como base um sistema de produção que procura “imitar” os processos como ocorrem na natureza, evitando romper o equilíbrio natural que movimenta e dá vida e estabilidade aos ecossistemas naturais.

Nestas unidades produtivas agroecologica é muito normal ver todo o tipo de organismo como insetos, aranhas, lesmas, nematóides, bactérias, fungos e algas caracterizando assim o papel importante de todos os seres vivos no equilíbrio deste ecossistema.

Não basta simplesmente eliminarmos o uso de agrotóxicos e dizer que temos alimentos puros e saudáveis. Esta é somente a primeira medida para recuperar o equilíbrio biológico natural perdido. O reequilíbrio do solo e a busca pela biodiversidade original são outros passos importantes que devem ser dados logo no início da modificação da propriedade. Felizmente a natureza é tão poderosa que é capaz de regenerar-se quase que por completo em alguns anos quando adotados técnicas, procedimentos e manejos adequados. E neste processo que o agricultor tem uma importantíssima participação através da assimilação e da aplicação dos conceitos adquiridos pela sua linha histórica familiar, de responsabilidade social, comunitária, econômica e ambiental, da sua organização, da cooperação e do trabalho em grupo que também são elementos fundamentais para a construção de uma unidade de produção sustentável.


[1] Engenheiro agrônomo

CREA – ES 2146 D / 11ª Região

Graduação em Agronomia – UFES, Alegre – ES, Brasil

ÁREAS DE ATUAÇÃO

1-       Organização Social e Redes Solidárias

2-       Microfinanças sociais

3-       Análise de Cadeias Produtivas

4-       Custo de Produção dos Arranjos Produtivos Locais

5-       Projetos Captação de Recursos – Agropecuária

6-       Projetos de Recuperação Ambiental

 

[2] Cursando Administração de Empresas

ÁREAS DE ATUAÇÃO

1-       Coordenação de inspeção municipal

2-       Organização social

3-       Cadeias produtivas

4-       Agroindústrias familiares

 

 

 

 

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