UM NOVO CAPITAL PARA SUSTENTABILIDADE

A CONSTRUÇÃO DE UM NOVO CAPITAL PARA A SUSTENTABILIDADE DO SER HUMANO

 

SUNDERHUS; Adolfo Brás[1]

INTRODUÇÃO

Segundo Alain Peyrefitte “o desenvolvimento foi, e, será sempre um combate. Combate interior em cada um de nós, para substituir a resignação pela energia, a rotina pela invenção …” Desta forma só existe uma maneira de enfrentarmos os dragões da maldade, que e o capital social, que Norberto Odebrecht chama de riqueza moral, que não encontramos nas contas bancárias, nos armazéns, nos silos, nos depósitos e nem nas plantações. Este tipo de riqueza esta nas pessoas e se manifesta nas relações que se estabelecem entre elas. Portanto, segundo o sociólogo americano James Colemam, “capital social é a capacidade de as pessoas trabalharem juntas, visando objetivos comuns em grupos e organizações. Todo desenvolvimento econômico, social, político e ambiental será muito mais fácil de ser conquistado dependendo do grau e da capacidade das pessoas se associarem. Para isto e necessário que as pessoas ou grupos se mostrem capaz de traçar, compartilhar e de se comprometerem com objetivos comuns.

COM CONSTRUIR O CAPITAL SOCIAL

E comum uma duvida na sociedade. Como se pode gerar e acumular capital social? A resposta e um verdadeiro e enorme mistério, pois confiança não e uma coisa que pegamos, agarraram como uma caneta para escrever numa folha de papel nossas aventuras e necessidades. Este processo não pode ser entendido desta forma simples. No entanto podemos afirmar que a corrupção, o clientelismo e o corporativismo, quando somados a uma ma gestão corroem a construção do processo de confiança estabelecido levando a não acreditarmos na importância e na sustentabilidade do capital social como ferramenta para o desenvolvimento de um individuo, de um grupo, de uma comunidade.

A acumulação e o desenvolvimento do capital social somente serão possíveis se desenvolvermos uma cultura de solidariedade e de cooperação, promovendo o comprometimento de todos os envolvidos elevando o grau de confiança das pessoas entre si e com os grupos e com as instituições. Uma importante diferença existe entre o capital financeiro e o capital social. O capital social e um bem que aumenta com o seu uso. Para um melhor entendimento, se existisse um banco onde pudéssemos depositar o capital social ele funcionaria ao contrario do que vemos hoje, ou seja, quanto mais o cliente usasse a sua conta para sacar mais seu saldo aumentaria. Quanto mais este cliente deixasse de usar os seus recursos ou poupar, mais o seu saldo diminuiria.

Mas podemos sim acumular o capital social. A conta corrente onde ele fica depositado tem nome, chama-se pessoa seu número podemos dizer que seja sua identidade. A boca do caixa de onde ele e sacado são as nossas relações uns com os outros e com as instituições sociais, econômicas, políticas, culturais e religiosas presentes em nosso meio. Não existe, portanto, uma receita de bolo pronta para construir e investir no capital social, no entanto podemos concluir que construindo comunidades em vários níveis, articulando com as pessoas e grupos, exercitando e respeitando o direito de cidadania e trabalhando de forma participativa e construtiva certamente teremos uma forte possibilidade de gerarmos e investirmos em capital social.

A IMPORTANCIA DE VENCERMOS ESTE PARADIGMA

A continuar a tendência de uma forte descrença da sociedade em suas próprias forças. A permanecer a inércia e a resistência a mudanças de paradigmas. A continuar persistindo a falta de confiança uns nos outros, entre as organizações sociais e nas instituições. A persistir o apego às relações verticais de poder e mando e ao velho clientelismo político e a incapacidade de construirmos saídas coletivas; estaremos dando campo fértil a DESCONFIANÇA que é a grande pedra no caminho do desenvolvimento sustentável.

Portanto e necessário e urgente que possamos estabelecer um processo de relacionamento pessoal e institucional que nos permita agir de forma integrada e harmoniosa, pautada no principio da CONFIANÇA rompendo assim com esta bagagem cultural colonial e excludente, pois se este rompimento não se estabelecer não conseguiremos construir um capital que haja em favor da justiça e da inclusão social de maneira duradoura, permitindo a emergência da cultura da COOPERAÇÃO.

Ou seja, ou nos temos a coragem de acabar com a DESCONFIANÇA ou a desconfiança acabara por tomar conta das nossas habilidades, dons e talentos, ruindo as nossas possibilidades de construirmos um modelo de desenvolvimento social, econômico, político e ambiental saudável, e mais equilibrado e justo. Esta capacidade das pessoas reagirem a este processo destrutivo entendemos como construção de coletividades ou instancias associativas que determinam de forma positiva a participação de todos para o desenvolvimento de uma sociedade apropriando-se deste capital social elevado que se estabelece através destas relações.

CONCLUSÃO

Precisamos ter a capacidade de desenvolvermos nossa capacidade de gerar consenso e coesão social que permitam adotar ações concretas que nos levem a sustentabilidade. Precisamos eliminar a lógica do “apagar fogo” e de ações do tipo “fogo de palha” que são símbolos do imediatismo e de processos de descontinuidade, que permitem atitudes de desconfiança na implementação de  ações  coletivas Desta forma o nascer da CONFIANÇA dentro de um grupo ou entre indivíduos não passa pelo discurso sobre sua importância social. Passa necessariamente pela criação de condições que permitam a mobilização das pessoas e dos grupos com a CO-RESPONSABILIDADE com os interesses e objetivos comuns. Esta mobilização e que da a dinâmica da sociedade, e as tornam capazes de se mostrarem aptas a responder de forma proativa e propositiva aos desafios que a sua historia lhe coloca.


[1] Engenheiro agrônomo

CREA – ES 2146 D / 11ª Região

Graduação em Agronomia – UFES, Alegre – ES, Brasil

ÁREAS DE ATUAÇÃO

1-        Organização Social e Redes Solidárias

2-        Microfinanças sociais

3-        Análise de Cadeias Produtivas

4-        Custo de Produção dos Arranjos Produtivos Locais

5-        Projetos Captação de Recursos – Agropecuária

6-        Projetos de Recuperação Ambiental

 

 

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