O CAPITALISMO E O TRABALHADOR

CAPITALISMO

SUBORDINAÇÃO IMPOSTA AO TRABALHADOR PELO CAPITAL

Adolfo Brás Sunderhus[1]

 

INTRODUÇÃO

A história do capitalismo e marcada por uma profunda forma de organização da sociedade tendo como sua base de sustentação a apropriação da riqueza produzida por milhares de trabalhadores e trabalhadoras por uma minoria.

Estes milhares de pessoas trabalham no mínimo oito horas diárias em um regime de subordinação constante e repetitivo aos seus patrões e chefes hierárquicos por uma remuneração incapaz de garantir as mínimas condições para uma sustentabilidade individual ou familiar e desta forma o capitalismo foi solidificando-se e tornou-se dominante no mundo do trabalho. Este sistema de dominação permitiu e contribuiu para o estabelecimento de um forte e continuo processo de alteração no comportamento e nas relações sociais, econômicas, políticas, culturais e ambientais dos trabalhadores e da sociedade, que tem marcado de forma significativa a sustentabilidade do ser humano.

A FORÇA DO CAPITALISMO IMPONDO A SUBORDINAÇÃO DO TRABALHADOR AO CAPITAL

Homens e mulheres na história da sociedade continuadamente buscam formas de sobrevivência, que lhes permite melhorar a sua condição de vida, sendo este um fator importante e decisivo, pois este processo busca e permite a construção de valores e conhecimentos que contribuem em sua formação cidadã e de relações entre as pessoas e as diferentes formas de organização da sociedade.

Ao longo da história do capitalismo tudo o que o dinheiro pode comprar foi transformado em mercado, inclusive o trabalho. Desta forma os trabalhadores impedidos de controlar os meios de produção e exercerem de forma criativa a sua capacidade produtiva e de inovação nos processos de produção que se formam e intensificam, são obrigados a venderem sua força de trabalho em troca de um salário ficando assim como espectadores, assistindo aos capitalistas se apropriarem do resultado daquilo que eles produzem ficando bem claro o processo de subordinação dos trabalhadores ao poder do capital.

O DOMINIO DA PRODUÇÃO PELOS DONOS DO CAPITAL

Quem define o que produzir, quando produzir, quanto produzir, como produzir e para que e para quem produzir é a classe proprietária, os donos do capital, representados neste sistema pela indústria, bancos, latifúndios, dentre outros. Nesta lógica a produção de bens e riqueza não é organizada para gerar trabalho e satisfazer as necessidades humanas e sim a de que o trabalhador deve produzir mercadorias para gerar lucro para os proprietários dos meios de produção. De forma resumida a sociedade capitalista se caracteriza pela miséria de muitos em meio a abundancia de poucos.

Diante deste antagonismo social o capitalismo deixa de forma clara e objetiva a sua incapacidade de construir uma sociedade justa e fraterna na quais homens e mulheres tenham direito a uma vida digna e justa, direito de produzir livremente e de se apropriar do resultado de sua produção.

Esta visão distorcida da importância social dos reais protagonistas da historia do mundo do trabalho gera contradições e crises e conflitos de difícil resolução gerando um conjunto significativo de pessoas miseráveis.

O desemprego além de tornar-se inevitável torna-se também uma necessidade para manter este domínio do capital econômico sobre o capital humano, pois e importante para o processo de acumulação de riqueza, quer seja aumentando a produção de alguns setores pela livre concorrência e aporte de novas tecnologias quer seja pela menor intensidade do uso do trabalho humano. Assim com uma demanda de mão de obra menor que a oferta, fica mais fácil encontrar trabalhadores dispostos a aceitar piores condições de trabalho e menores salários para sua sustentabilidade vista a grande vulnerabilidade social e econômica em que se encontram estas famílias.

CONCLUSÃO

Fica cada vez mais evidente nas relações do mundo do trabalho capitalista que a crise do trabalho assalariado demonstra mais uma vez que o capitalismo acentua não só a exploração, mas também a redução das oportunidades de trabalho, transformando a partir do incentivo ao consumismo, tudo e todos em mercadorias, acentuando a competição, a concentração do capital, poder e dinheiro, reduzindo as oportunidades para aqueles que não possuem capital alimentando o ciclo da subordinação do trabalhador ao capital.

 


[1] Engenheiro agrônomo

CREA – ES 2146 D / 11ª Região

Graduação em Agronomia – UFES, Alegre – ES, Brasil

ÁREAS DE ATUAÇÃO

1-        Organização Social e Redes Solidárias

2-        Microfinanças sociais

3-        Análise de Cadeias Produtivas

4-        Custo de Produção dos Arranjos Produtivos Locais

5-        Projetos Captação de Recursos – Agropecuária

6-        Projetos de Recuperação Ambiental

 

 

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