ECONOMIA SOLIDÁRIA – UMA NOVA ECONOMIA É POSSÍVEL!

ECONOMIA SOLIDÁRIA

FUNDAMENTOS E PRINCÍPIOS

 

SUNDERHUS; Adolfo Brás[1]

 

INTRODUÇÃO

Desenvolver processos que permitam a construção de novos paradigmas para superação da desigualdade social e econômico e necessário estar sintonizados na seguinte premissa de que “a menos que tornemos possível uma outra economica, um outro mundo não será possível!”

A Economia Solidária surge como um movimento dos trabalhadores expropriados dos seus meios de produção em resposta à pobreza e ao desemprego no início do século XIX. A história do capitalismo tem revelado, através do tempo, a fragilidade deste sistema em abrigar todas as pessoas gerando crises sociais como as que aconteceram no século XX nas quais as más condições de trabalho e remuneração trouxeram precariedade do emprego comprometendo a sobrevivência de milhões de pessoas. Na Europa a Economia solidária é reconhecida sob a égide da economia social sendo que sua manifestação maior encontra-se relacionada ao comercio justo. Na América Latina pode ser reconhecida sob diversas expressões e conceitos sendo que atualmente ocorre um movimento forte de integração entre as suas diversas expressões nas diferentes regiões ou territórios.

HISTÓRICO NO BRASIL

No Brasil a Economia Solidária ressurge na segunda metade do século XX, mais precisamente entre as décadas de 1970 a 1990, como uma resposta da massa trabalhadora às formas de exploração e exclusão impostas pelo capitalismo na sua vertente neoliberal. As mudanças impostas pela crise gerada com o fim do chamado milagre brasileiro e pelo avanço da tecnologia propiciaram o aumento da informalidade e aprofundaram a precarização das relações de trabalho levando milhares de trabalhadores (as) a se sujeitarem a supressão de seus direitos sociais conquistados durante árduas lutas coletivas.

A crescente crise das relações de trabalho propiciou que outras formas de organização da produção, do trabalho e de serviços emergissem diante da necessidade de geração de trabalho e renda. Assim as experiências de trabalho solidário vêm ganhando corpo tanto na área rural quanto na urbana através das cooperativas e associações de produção e consumo e do comércio justo, das finanças solidárias, das empresas de autogestão.

Com a eleição de LULA à presidência da República as entidades e Empreendimentos de Economia Solidária tiveram a oportunidade de verem implantadas as suas reivindicações de se estabelecer políticas públicas específicas para o setor, assim em 2003 foi criada a Secretaria Nacional de Economia Solidária – SENAES que tem como missão difundir e fomentar a Economia Solidária em todo pais, neste sentido tem apoiado a construção de centros de referência; feiras; realização de encontros; seminários; cursos; criação de centros de formação; incubação e assistência técnica entre outros. Desde sua criação a atuação da SENAES já beneficiou mais de 250.000 trabalhadores em empreendimentos econômicos solidários em todo o país.

Hoje a Economia Solidária está organizada em um Fórum Brasileiro de Economia Solidária – FBES, vários fóruns locais e regionais, 27 fóruns estaduais, fortalecendo a participação dos empreendimentos na relação com os gestores públicos e entidades de assessoria e fomento. A Economia Solidária já abriga milhões de trabalhadores (as) gerando milhões de reais e além do ganho financeiro ela tem permitido a relação em rede e a solidariedade entre as pessoas.

CONCLUSÃO

Portanto a economia solidária é uma resposta não provisória das populações excluídas e marginalizadas às varias formas de evolução que ao longo do tempo proporcionaram a concentração de riqueza e renda, poder e exclusão social colocando-se não como alternativas mas como a solução viável para a implantação de um modelo de produção e inserção social no qual o ser humano e o centro destas ações e o seu protagonista.

A economia solidária transcende ao recorte assistencial e compensatório, pois sua essência e valores esta na proposta associativa cooperativa e autogestionária oportunizando o empoderamento e o caráter emancipatório dos empreendimentos econômicos solidários e das famílias que o formam.


[1] Engenheiro agrônomo

CREA – ES 2146 D / 11ª Região

Graduação em Agronomia – UFES, Alegre – ES, Brasil

ÁREAS DE ATUAÇÃO

1-        Organização Social e Redes Solidárias

2-        Microfinanças sociais

3-        Análise de Cadeias Produtivas

4-        Custo de Produção dos Arranjos Produtivos Locais

5-        Projetos Captação de Recursos – Agropecuária

6-        Projetos de Recuperação Ambiental

 

 

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