O VIVER EM SOCIEDADE

O VIVER EM SOCIEDADE

SUNDERHUS; Adolfo Brás[1]

UMA LEITURA AO PROCESSO DE CONVIVÊNCIA SOCIEDADE E GOVERNO

O processo de transição iniciado na década de 80 e um processo lento. Através dele chegamos a fortalecer a democracia e o exercício de cidadania, consolidando uma importante virada a partir de 2003 para a grande maioria dos excluídos, iniciando um processo de inclusão social e produtiva até então não experimentado.

Assim no meu entendimento o desafio com o qual nos deparamos a partir de 2010 esta em radicalizarmos a democracia em reformas e políticas públicas estruturantes e duradouras oportunizando melhoria da qualidade das instituições públicas, contribuindo para harmonia política rumo ao desenvolvimento sustentável tendo como foco a melhoria da qualidade de vida e de vida com qualidade aos cidadãos. Vencemos um grande desafio, a divida econômica, o descontrole dos preços dando assim um grande passo rumo à abertura do mercado e da econômica com visão holística e com ação localizada na comunidade, no município e no estado.

Hoje urge a necessidade de ampliarmos as reformas sociais e de inclusão produtiva para aumentarmos a competitividade e realizarmos novos avanços no campo da inclusão social, do exercício da cidadania, dos direitos humanos e econômicos. Para tanto precisamos com urgência fortalecermos as relações do poder público com a sociedade e os programas sociais de inclusão produtiva para emancipação dos cidadãos, sobretudo das famílias excluídas, permitindo a inclusão econômica e social dos pobres.

E necessário vencermos o forte processo de concentração de renda com políticas públicas e ações de governo que oportunizem a distribuição igualitária das oportunidades e da riqueza, dos frutos do progresso trabalhados por homens e mulheres através do seu talento e de sua organização social e produtiva.

Desta forma, viver em sociedade é experimentar opiniões diversas e conflitantes. E não devemos ter medo de avaliar os resultados de nossas ações de maneira a identificar competências e incompetências. Neste sentido e importante definir o que pode e o que não pode ser feito quando temos opiniões e situações conflitantes. Desta forma o estado e sociedade devem andar em conformidade e em seus conflitos estabelecer ações conjuntas permitindo e oportunizando sustentabilidade.

Neste sentido se o governo quer continuar sendo governo deverá a todo tempo rever e adaptar sua forma e prática de gestão às novas dimensões de cidadania e aos novos anseios e necessidades desta sociedade organizada viva e ativa. O viver em sociedade nos leva a experimentar diferenças de opiniões e de forma conflitantes, haja vista a diversidade social, cultural, de identidade e de pertencimento presentes. Deste modo e preciso definir as ações públicas em qualidade e intensidade para que os resultados sejam capazes de expressar toda competência das ações do governo que em seu objetivo final buscam proteger a sociedade.

Neste víeis o controle social sobre os programas, projetos e ações do governo devem caminhar tendo mãos dadas com a sociedade. Quanto mais distante estas mãos, quanto mais estabelecermos procedimentos que levem sociedade e governo a caminhos distantes, menores serão os critérios de se qualificar as ações e o trabalho que o estado deve prestar a sociedade e o de como poderemos propor novos caminhos para se fazer melhor.

Assim participar de forma ativa e proativa é o caminho quer seja por iniciativa do poder público ou da sociedade civil organizada. As responsabilidades são mutuas neste sentido. As posições conflituosas também geram aprendizado agora, o importante e fazermos com as teimosias de ambos os lados sejam ouvidas, discutidas, entendidas e pactuadas sob a forma de proposições legitimadas em processos de discussão participativa e construído a varias mãos tendo como protagonista os movimentos sociais organizados do campo e da cidade sob pena de que sem este pacto sociedade e governo não sobreviverão em seus objetivos, pois serão projetos individualizados e, portanto sem sustentabilidade.

Enfim resta-me a certeza de que sou parte integrante e ativa na construção e no escrever desta história. Por isto estou aqui. Atuando de forma critica perseverante e a acima de tudo com um espírito de muita fé e determinação no sentido de que é possível construirmos um governo e uma sociedade mais justa e igualitária para os povos.


[1] Engenheiro agrônomo

CREA – ES 2146 D / 11ª Região

Graduação em Agronomia – UFES, Alegre – ES, Brasil

ÁREAS DE ATUAÇÃO

1-        Organização Social e Redes Solidárias

2-        Microfinanças sociais

3-        Análise de Cadeias Produtivas

4-        Custo de Produção dos Arranjos Produtivos Locais

5-        Projetos Captação de Recursos – Agropecuária

6-        Projetos de Recuperação Ambiental

 

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