O UBUNTU – SOMOS TODOS NÓS!

UBUNTU

SUNDERHUS; Adolfo Brás[1]

Trago a todos os leitores do terraeprosa mais uma história que recebi, e entendi, que pelo seu contexto, que trata de processos relacionais e de valores de um povo e de uma cultura seria importante e oportuno estar dividindo com vocês, como mais um momento de prosa neste caminhar.

UBUNTU

A jornalista e filosofa Lia Kiskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo africana chamada Ubuntu.

Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta para casal Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achava ser inofensiva.

Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Ai ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse “já”, elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam ali dentro.

As crianças de posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse “já!”, instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção a árvore com o cesto. Chegando lá começaram a distribuir os doces entre si e comeram felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou por que elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.

Elas simplesmente responderam: “Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”

Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo!

Ubuntu significa: Sou quem sou, por que somos todos nós!”

Atente pelo detalhe: por que SOMOS não pelo que TEMOS.

 


[1] Engenheiro agrônomo

CREA – ES 2146 D / 11ª Região

Graduação em Agronomia – UFES, Alegre – ES, Brasil

ÁREAS DE ATUAÇÃO

1-         Organização Social e Redes Solidárias

2-         Microfinanças sociais

3-         Análise de Cadeias Produtivas

4-         Custo de Produção dos Arranjos Produtivos Locais

5-         Projetos Captação de Recursos – Agropecuária

6-         Projetos de Recuperação Ambiental

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