A SUSTENTABILIDADE DAS GERAÇÕES FUTURAS

O “NOVO” CÓDIGO FLORESTAL

SUSTENTABILIDADE DAS GERAÇÕES FUTURAS E DA AGRICULUTRA

SUNDERHUS; Adolfo Brás[1]

O meio rural tem na agricultura sua base de sustentabilidade social, produtiva econômica e ambiental que tem sofrido em sua evolução histórica importantes transformações nestes eixos. Estas transformações se alinham desde em que se tinha uma agricultura nômade voltada para atender as necessidades de sobrevivência social das famílias evoluiu ao longo destes milhares de anos seguindo o crescimento da sociedade tendo como objetivo buscar atender as suas necessidades de sustentação basicamente para as condições de alimentação e geração de riqueza.

Este processo de evolução centrado no crescimento pela acumulação de riqueza e bens distanciou-se de usa natureza principal quer seja sua relação positiva com os ambientes naturais propiciadores e mantenedores do processo produtivo o que levou ao acumulo de um legado de alterações sociais e ambientais que coloca em risco a sua sustentabilidade e da própria sociedade rural e urbana. E este legado se deve ao distanciamento do ambiente produtivo rural do ambiente natural que é a base referencial que condiciona e proporciona a diversidade e os contrastes e relações entre os diferentes ecossistemas que em tese são os fortes condicionantes e indicadores das potencialidades e dos limites de uso dos recursos naturais determinando as diferentes condições de uso e manejo. E neste contexto a proposta do “novo” código florestal esta dando carta branca para que este legado negativo de alterações sociais e ambientais seja definitivamente aprovado como parte integrando do processo de desenvolvimento e sustentabilidade do meio rural e do mundo urbano quando em sua proposta de “Projeto de Lei busca beneficiar, de forma equivocada no víeis da sustentabilidade das gerações futuras, os produtores rurais no sentido da flexibilização da legislação ambiental sendo esta proposta “legal” a responsável pela abertura de um canal  que certamente causará sérios impactos negativos ao meio ambiente e aos ecossistemas.

Dentre estes impactos negativos destacamos aqueles geradores do desabastecimento de água, dos processos de desertificação que se instalaram de forma mais agressiva, dos deslizamentos de terra ao empobrecimento da fauna e da flora.

Com esta determinação vemos com grande satisfação que o Ministério Público e os senadores do Estado estão desenvolvendo ações de discussão com a sociedade capixaba organizada em seus segmentos representativos das organizações produtivas, dos agricultores familiares e camponeses e das entidades de prestação de serviço oportunizando a apropriação destes conhecimentos e a geração de ideias e formulação de propostas que busquem subsidiar a tomada de decisão que se dará em breve pelo senado federal com previsão de ser votada até dezembro.

Dentre estas questões a discussão de situa no víeis de que os problemas do “novo” código florestal atingem a quase totalidade do Espírito Santo estudo este do Centro do Apoio de Defesa do Meio Ambiente pois a proposta apresentada isenta os pequenos proprietários de manter áreas de reserva legal, aquelas de mata nativa que deve ser protegida dentro da propriedade, pois no Estado segundo o estudo 92,63% das áreas rurais se enquadram nessa modalidade. Em se manter esta decisão o ecossistema nessas propriedades estará seriamente comprometido comprometendo a sustentabilidade da agricultura como geradora de trabalho e renda e produção de alimentos sadios tema este debatido nesta segunda feira (03/10/2011) em audiência pública promovida pelo Ministério Público do Estado – MPES sendo que este evento contou com a presença dos senadores capixabas Ricardo Ferraço (PMDB) e Ana Rita Esgario (PT).

Eventos desta natureza são importantes articulando os diversos segmentos representativos da agricultura e da política estadual para que seja evidenciado de forma clara e objetiva com base técnica e cientifica qual será o reflexo caso o projeto do “novo” código florestal seja aprovado para a sustentabilidade da agricultura do estado e quais serão as consequências para as gerações futuras.

Assim não se trata de corrigir “problemas”, mas sim de diante do processo histórico de formação da agricultura evitarmos que erros cometidos diariamente sejam legalizados atendendo a interesses individuais relegando os interesses coletivos da sociedade e do Estado.


[1] Engenheiro agrônomo
CREA – ES 2146 D / 11ª Região
Graduação em Agronomia – UFES, Alegre – ES, Brasil
ÁREAS DE ATUAÇÃO
1-         Organização Social e Redes Solidárias
2-         Microfinanças sociais
3-         Análise de Cadeias Produtivas
4-         Custo de Produção dos Arranjos Produtivos Locais
5-         Projetos Captação de Recursos – Agropecuária
6-         Projetos de Recuperação Ambiental

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