“CANDIDATOS A ASSUMIR DESAFIOS”

 “CANDIDATOS A ASSUMIR DESÁFIOS”

SUNDERHUS; Adolfo Brás[1]

Lendo dia a dia. Vivendo e aprendendo com experiências exitosas de construção de novos paradigmas pelo conjunto da sociedade tomei a liberdade de juntar todas estas ricas ideias e práticas e sobre elas escrever e construir um pensamento, novo, não, mas atual para o momento que se avizinha e com o qual já estamos vivendo e convivendo.

A campanha eleitoral para governo municipal já começou.

E nesta corrida se pensarmos bem têm poucos candidatos… Em especial aqueles com potencial de sucesso. Historicamente o que governa a tomada de decisão do eleitor é a mensagem que esta nas entrelinhas do candidato, que se destaca naquela construída a seu respeito a mais concreta, o valor do santinho.

A modernidade esta dentro de nossa sociedade de nossas vidas de uma forma intensa em especial a chamada modernidade virtual. Nela as redes de comunicação estão de forma intensa determinando e realizando um importante trabalho pela consolidação da democracia e pela evolução do processo eleitoral e dos eleitores. E precisamos estar atentos, pois estamos experimentando uma melhora dos resultados em um futuro, e quando digo futuro refere-se ao fato de que esta modernidade e um processo em construção, educativo e que demanda tempo, perseverança, e coragem. Eu tenho a certeza de que bem próximo esteja este futuro, quem sabe agora, já nestas eleições municipais de 2012 depende somente de cada um de nós e não do valor do santinho. Então, atentos e ligados.

Mas a verdade e que temos sim bons candidatos e candidatas. Tanto e verdade que já começamos a sentir a ação e os efeitos dos “marqueteiros políticos” – uma “modesta” profissão, mas não tão nova nem tão modesta, que avança vorazmente na sociedade e ganha cada vez mais espaço e poder à medida que vão simplificando suas mensagens e proporcionando os resultados esperados. Esperados por quem? Esperar nos remete a uma visão para o futuro. Futuro de quem? E a quem esta destinado este futuro?

Assim vamos caminhar um pouco. Você pensa que e só ai que tem coisas acontecendo. Não, não. As coisas estão acontecendo em todos os lugares e de uma forma muito veloz. Por exemplo, na “região metropolitana” também temos muitas coisas acontecendo, muitos desafios como ai no seu município ou na sua “região metropolitana”. E eles, os candidatos dizem que estão dispostos a “assumir todos desafios”. Assim surgem os “candidatos a assumir desafios”. Um deles, por exemplo, e como assumir o desafio da renda por habitante que varia demais entre os municípios da “região metropolitana”. Como assumir o desafio das diferenças sociais, produtivas, econômicas que se apresentam sobre uma singular brutalidade onde os problemas se agravam quando a necessidade de escolas, postos de saúde, saneamento básico, segurança pública, crescimento das drogas, morte e agressão de jovens e de mulheres, capacidade de mobilidade urbana, falta de emprego, a exclusão social e produtiva dentre inúmeras outras supera em muito a capacidade de gestão dos munícipios, dos cidadãos e das empresas que contribuem para o poder público. Este pensamento também se aplica a sua “região metropolitana”? Será que a grande corrida e por isto… Administrar estes recursos? Não. Claro que não. Só isso não. Mas esta análise e para outro assunto que vira em breve no TERRA&PROSA.

Ai fica uma pergunta: como se dará a distribuição dos direitos constitucionais aos cidadãos? Quais são as propostas que estão sendo discutidos para viabilizar as necessidades básicas expressas pela sociedade pelo seu conjunto de cidadãos que sejam sistemas de transporte coletivo, de saneamento básico, da mobilidade dos pedestres, dos veículos e para aqueles que têm algum tipo de deficiência? Qual o compromisso com a inclusão social e produtiva e para segurança publica? Qual o compromisso concreto em propostas contra a violência a jovens e mulheres? Qual será o falar do “candidato a assumir desafios” ao direito a creches públicas, escolas, praças, vias públicas, drenagem, habitação, ao direito de todo cidadão ter o direito de exercer sua cidadania com dignidade? Ter o direito de se expressar com liberdade, sobretudo a liberdade da decisão do seu voto sem o constrangimento do valor do santinho.

Paramos. Estamos todos parados, inertes durante décadas afetados por uma crise que já se vai ao longo dos últimos 25 anos do século passado. DO SÉCULO PASSADO PASMEM. Estamos visivelmente parados no que tangem aos esforços para se por a casa em ordem. E pasmem “eles” os “candidatos eleitos a assumir desafios” assim ficaram nestes últimos anos: parados, inertes com uma única preocupação: o de se manterem assim inertes, parados, pois nada ou muito pouco foi feito.

Mas há muito a ser feito. E também a ser refeito pelos atuais “candidatos a assumir desafios”. Milhares de homens e mulheres, jovens e idosos que chegam as cidades sem qualquer instrução ou qualificação e fica marginal no processo de inclusão e desenvolvimento social, produtivo e econômico, pela inercia em que vivemos durante décadas. E que preço a sociedade esta pagando? E que realidade o cidadão está vivendo todo dia?

Certamente vivemos um novo paradigma que se estabelece por um cenário de dominação cultural e de conhecimento construído sobre parâmetros que medem apenas a escala do ter e do consumir, muito distante das reais necessidades expressas pela sociedade e pelo conjunto de seus cidadãos. Precisamos construir paradigmas que façam parte de um plano de políticas públicas com prioridades focadas na realidade local definido por critérios de natureza técnica mais pautada no quesito justiça, igualdade, ética, e cidadania. Estamos vivendo uma boa hora, um bom momento para construirmos uma excelente bandeira a ser levantada e carregada com compromisso agora e depois pelos nossos candidatos a prefeitos e vereadores, tímidos neste víeis. Parados, inertes como que atingidos pela citada “crise” que já se vai longe e não pode mais ser usada como justificativa pelos atos e ações hoje praticados.

“Candidatos a assumir desafios”… Candidatos a prefeito e a vereador vocês poderiam aproveitar este rico período eleitoral que se aproxima, e na prática já estamos nele, para construir um plano de prioridades com proposta mais realista e técnica, mas que possam um caráter social, produtivo e econômico e de justiça mais eficaz. E nos o povo precisamos apenas que em seus projetos constem realmente o que deve ser feito, quando, como, por quanto, onde e para quê. Não precisa expressar para quem, pois e para o povo, para sociedade. Viu e muito, muito simples, pois nós o povo vivemos na simplicidade de nossas ações. E vivemos por que somos teimosos, corajosos, determinados, críticos e perseverantes. Vivemos porque temos fé e uma forte crença que podemos e vamos viver momentos de transformações. E estas viram com as eleições de 2012.

Tenham uma certeza “senhores candidatos a assumir desafios” ou os “senhores” estão aptos a assumir este compromisso ou nos o povo, vamos pensar antes de votar e não nos deixaremos levar pelo valor do santinho de nossos futuros prefeitos e vereadores.

Cidadãos. Vamos ficar ligados e atentos aos “candidatos a assumir desafios”


[1] Engenheiro agrônomo
CREA – ES 2146 D / 11ª Região
Graduação em Agronomia – UFES, Alegre – ES, Brasil
ÁREAS DE ATUAÇÃO
1-         Organização Social e Redes Solidárias
2-         Microfinanças sociais
3-         Análise de Cadeias Produtivas
4-         Custo de Produção dos Arranjos Produtivos Locais
5-         Projetos Captação de Recursos – Agropecuária
6-         Projetos de Recuperação Ambiental

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