HISTÓRIAS E FATOS DE NOSSA REALIDADE

UMA REALIDADE ACONTECENDO

SUNDERHUS; Adolfo Brás[1]

A nossa passagem por aqui e relatada por histórias e fatos que fazem parte do nosso dia – a – dia, de nossa vida e muitas das vezes se passa sem nos apercebermos de sua importância ou por estarmos tão absorvidos com outros fatos “mais importantes” simplesmente passa.

E neste víeis a sociedade vem se alimentando tendo como centralidade sua construção alicerçada nos princípios do capitalismo e não da solidariedade e esta construção histórica tem lhe deixado um legado de fortes consequências e que de forma muito forte já sentimos os seus efeitos: crise financeira, crise social, desigualdade econômica, pobreza e miséria de muitos alimentada pelo crescimento e voracidade do capital financeiro de alguns poucos, desequilíbrios ambientais que alimentam a escala crescente da insustentabilidade do ser humano.

O grande centro de todas as transformações que experimentamos se da em grande parte pela acumulação de riquezas gerada pelo capitalismo e sua história que nada mais é do que a história de uma forma de organização da sociedade que tem como base a apropriação por uma minoria da riqueza produzida por milhões de pessoas. Esta é a história da construção de uma sociedade na qual a maioria das pessoas trabalha oito ou mais de oito horas por dia em tarefas repetitivas e de sentido questionado, subordinadas a outros seres humanos, denominados pelo regime capitalista de patrões ou chefes. Estabelece-se assim a subordinação e a condição de diferenças de classes sociais pelo regime do poder que se estabelece: de mando e de riqueza de capital. E este regime em sua voracidade toma conta, domina o mundo e as relações sociais produtivas e econômicas.

Nesta história que não retrata somente o passado, pois a vivemos de forma muito ativa e forte no presente, o capitalismo tem o entendimento de que através do dinheiro pode comprar tudo e este todo ser transformado em mercadoria, inclusive o trabalho. Assim como quem detém o trabalho e o homem e a mulher eles são tratados como mercadorias e podem ser adquiridos ou descartados conforme a necessidade estabelecida por este regime. Neste sentido, para obter o mínimo de capital necessário a sua sobrevivência os trabalhadores e trabalhadoras são obrigados a vendar sua força de trabalho, os seu talento em troca de um salário e ficam na história como “atores coadjuvantes” do processo de produção assistindo aos patrões e chefes se apropriarem do resultado daquilo que estes trabalhadores e trabalhadoras produzem, pois no regime capitalista são os donos, os patrões que definem o que produzir, quando produzir, como produzir para que e para quem produzir. Assim a venda do trabalho no mercado é a única forma, a única alternativa do trabalhador e da trabalhadora para obter por meio de salário a sua sobrevivência e de sua família submetendo-se ao domínio e ao julgo do capital e ao poder de uma minoria.

Outro fato importante neste marco histórico e o de que no capitalismo a produção de bens e riqueza não esta organizada no sentido de produzir trabalho para satisfazer as necessidades humanas. Neste regime os trabalhadores e trabalhadoras produzem mercadorias para gerar lucro para os patrões e para os proprietários dos meios de produção. Assim podemos dizer que a sociedade capitalista se alimenta pela miséria de muitos em meio à abundância e a ganancia de poucos. Vivemos uma forte realidade construída ao longo da história em que o capitalismo deixa definitivamente a sua marca de incapacidade de erguer uma sociedade justa e fraterna com homens e mulheres tendo direito a vida digna, de produzir livremente e de se apropriar do resultado de sua produção. Ou seja, o capitalismo vem gerando um estado de caos na sociedade que tem alimentado sim a sua capacidade de gerar desigualdade social econômica produtiva e ambiental gerando contradições e crises difíceis de serem resolvidas pela produção de um conjunto de milhares de pessoas que caminham pela proximidade da miséria e da centralidade na miséria absoluta.


[1] Engenheiro agrônomo
CREA – ES 2146 D / 11ª Região
Graduação em Agronomia – UFES, Alegre – ES, Brasil
ÁREAS DE ATUAÇÃO
1-         Organização Social e Redes Solidárias
2-         Microfinanças sociais
3-         Análise de Cadeias Produtivas
4-         Custo de Produção dos Arranjos Produtivos Locais
5-         Projetos Captação de Recursos – Agropecuária
6-         Projetos de Recuperação Ambiental

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