SUSTENTABILIDADE – UMA NOVA CAMINHADA

SUSTENTABILIDADE: COMO CONSTRUIRMOS ESSA NOVA CAMINHADA

SUNDERHUS; Adolfo Brás[1]

Estamos vivendo um momento em que temos a oportunidade de construirmos, de sermos os protagonista de nossa história rumo à sustentabilidade. E neste sentido experimentamos e temos a responsabilidade de sermos a geração a mudar os caminhos que estamos trilhando para que possamos permitir que outras gerações tenham qualidade de vida e vida com qualidade e para isto precisamos pavimentar este caminho e construirmos pontes que nos levem a união e a esforços coletivos.

Historicamente nossas gerações têm feito escolhas que estão longe de alcançar este objetivo. As escolhas tiveram como objetivo o estabelecimento de metas alicerçadas em procedimentos que trouxeram ganhos de crescimento individualizado e deixaram um complexo legado de desigualdades sociais, econômicas, ambientais e políticas. Portanto construir um novo caminho rumo a sustentabilidade do ser humano não pode ficar restrito a discussões de natureza ambiental focada nos debates sobre mudanças climáticas, emissões de carbono, pois corremos o risco de cair no mesmo erro histórico, criando novos conceitos de novo individualizado e dentro de um novo enfoque de consumismo, aquele com a janela para o meio ambiente mas com a centralidade nos interesses econômicos que se agitam e se mostram para sociedade.

Portanto temos a urgência de resgatarmos e praticamos ações que nos libertem do individualismo e passemos a caminhar de forma decisiva para uma mudança que nos leve a ações e tomadas de decisões para uma natureza coletiva e solidária. Apesar dos esforços os discursos que presenciamos e nos chega sobre a questão ambiental dissociam a sua natureza principal cuja centralidade e o ser humano e a forte desigualdade a que ele esta submetido por ações da sociedade e do poder público. Neste sentido temos a publicação constante de um desafio cuja ação pressupõe “manter uma produção crescente para alimentar e sustentar o consumo com aplicação de investimentos em novas tecnologias para que possamos ter eficiência em fontes energéticas renováveis”. Este discurso assim como o do crescimento esta desgastado, pois de sua teória retorica para sua pratica sustentável os passos dados são pequenos e normalmente os mesmos ocorrem em grandes palestras com um público cujas ações se dão no campo individualizado que esta longe de prover ações coletivas, pois o seu interesse e o imediato. Soma-se a esta realidade as ações do poder público que torna efetivo o discurso e a prática de alocar recursos públicos para programas de incentivo a plantio por exemplo de florestas homogêneas enquanto carecemos de alimentos livres de agressivos químicos a população; incentivo a ações de orientações técnicas a agricultura e pecuária no modelo individualizado e concentrador de capital e poder de gestão tendo como base desta ação o produto e não o ser humano e suas relações entre os indivíduos e com a terra e o ambiente / ecossistema em que esta a sua unidade de produção e transformação dos alimentos.

Mesmo a passos curtos as empresas e os órgãos públicos em especial os gestores públicos estão entendendo que o maior capital que possuem e o ser humano. Entendem hoje que homens e mulheres não estão ali como um simples deposito de mão de obra barata que precisam vender seu trabalho na ótica da sobrevivência. Hoje estes seres humanos, trabalhadores e trabalhadoras já começam a serem vistos pelo seu talento, por suas habilidades, pelos seus processos relacionais internos e externos e pela sua capacidade de critica ao modelo vigente e de construir e promover novos conhecimentos e novos paradigmas de natureza mais proativa e com mais pessoalidade do que simplesmente técnica produtividade e produção final.

Estamos começando a viver uma revolução no sentido do trabalho: a valorização do talento dos trabalhadores e trabalhadoras. Resta vencermos os conceitos de empregado e empregador que estão longe de alinhar-se a este modelo de desenvolvimento apesar do discurso estabelecido pelos mesmos. Ainda esta muito forte apesar de todos os avanços os conceitos acadêmicos e geradores de distanciamento que são: empregador e aquele que assume os riscos da atividade econômica, admite, assalariam e dirigem a prestação pessoal de serviços com poder de direção e disciplinar; enquanto o empregado ainda e visto como sendo a pessoa a ser contratada para prestar determinado serviço de forma subordinada sem autonomia sujeito as determinações do empregador.

Enquanto não se estabelecer uma mudança deste paradigma conceitual a revolução que estamos vivendo no mundo do trabalho tende a se consolidar por passos muito curtos o que pode comprometer os caminhos da sustentabilidade da atual e das próximas gerações. Assim é necessário e urgente que se estabeleça tanto na iniciativa privada quando no poder público – executivo, legislativo e judiciário, a pratica de que mais do que seu  capital imobilizado ou o seu patrimônio é o talento das pessoas vistas não com empregados mais como parceiros e colaboradores que fará a diferença neste caminhar. Este fato vem historicamente caminhando, pois de 1950 a 2000 saímos da gestão e da visão em que deveria se fazer qualquer coisa, passando por processos de organização, crescimento, relações com clientes e fornecedores, melhoria da cadeia de produção, fortalecimento de relações comerciais até a chamada inovação. No entanto não se pode ter inovação com conceitos de relações de trabalho tão antigas e que insiste em não evoluir, sobretudo na ótica dos empregadores que não sabem estabelecer novos procedimentos relacionais e humanos. Assim surge neste caminhar uma nova exigência neste mundo: a atitude somada à mudança comportamental. Não se trata apenas de inovação, alias um termo muito comum no meio econômico. A inovação com atitude precisa ir além do simples ato de se estabelecer para aumentar o valor de percepção do cliente, sem onerar os custos. Este paradigma precisa ser vencido, pois persiste na vocação capitalista, do lucro e da subordinação do trabalho. A percepção e o tratamento não e o de empresa e cliente e sim de estabelecimento de novos procedimentos de relacionamento nos ambientes que aproximam as necessidades entre as pessoas que se organizam no atual mundo do trabalho, onde ideias e conceitos são construídos e desconstruídos de forma continua e organizada por estes dois setores sociais produtivos e econômicos através de seus valores conhecimentos e atitudes inovadoras.

Resumindo a ação para um caminhar com sustentabilidade para a atual geração e para as futuras gerações nos levam a necessidade de estabelecermos uma gestão compartilhando poder e conhecimento de forma colaborativa e solidária valorizando os talentos individuais na construção de uma organização coletiva e autogestionária.


[1] Engenheiro agrônomo
CREA – ES 2146 D / 11ª Região
Graduação em Agronomia – UFES, Alegre – ES, Brasil
ÁREAS DE ATUAÇÃO
1-         Organização Social e Redes Solidárias
2-         Microfinanças sociais
3-         Análise de Cadeias Produtivas
4-         Custo de Produção dos Arranjos Produtivos Locais
5-         Projetos Captação de Recursos – Agropecuária
6-         Projetos de Recuperação Ambiental
 

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