CICLO DE PRODUÇÃO E A ORGANIZAÇÃO DAS PESSOAS

PRODUÇÃO COM EFICÊNCIA E EFICÁCIA A PARTIR DA ORGANIZAÇÃO DAS PESSOAS NA ATIVIDADE PRODUTIVA

SUNDERHUS; Adolfo Brás[1]

Produzir com eficiência, qualidade e com o menor custo. Este é o grande desafio do empreendedor, esteja ele (a) em qualquer segmento produtivo. Neste sentido para atingir este objetivo aplicando de forma adequada os recursos disponíveis o empreendedor não pode produzir de qualquer forma muito menos a partir da improvisação.

Assim algumas ferramentas são necessárias das quais podem ser destacadas: o planejamento da atividade e o controle adequado da produção, sendo que o controle tem por objetivo garantir que o planejamento será executado com eficiência e eficácia. Podemos pressupor que teremos erros e acertos no processo produtivo em que o planejamento e o controle serão os instrumentos fundamentais para corrigir e/ou prevenir estes erros.

Como principais problemas no processo de produção podemos destacar: excesso ou falta de matéria prima no estoque e na quantidade de produtos acabados; grande número de produtos acabados com imperfeições ou defeitos; atraso no prazo de fornecimento de produto ao cliente; atraso nos prazos de produção; aumento do custo de produção; ciclo produtivo longo; interrupção no ciclo de produção por fatores como falta de matéria prima ou de mão de obra; gestão administrativa e contábil deficiente; dentre outros.

Estes fatores apresentam maior destaque e importância de acordo com a simplificação ou complexidade da atividade produtiva. Assim quando temos uma atividade produtiva em que a sua produção e de pequena série com regularidade e com linha de produtos reduzidos teremos uma quantidade de material final que pode facilmente ser controlada por uma única pessoa. Este e o caso da agroindústria familiar e do artesanato, diferente de uma atividade produtiva que apresenta uma produção de grande escala e com produtos mais complexos como as atividades de produção de máquinas para atender as agroindústrias e de tratores para atender a demanda da grande propriedade rural. No entanto tanto em uma atividade como em outra a solução para os principais problemas podem ser simples quando temos um planejamento de produção e de controle dos fatores internos e externos bem definidos, como por exemplo, o de identificar a capacidade produtiva e a necessidade do mercado consumidor.

E importante dimensionar bem estes dois fatores, pois nem sempre a otimização do tempo de produção esta ligada necessariamente ao uso de máquinas especificas ou pelo aumento da mão de obra na unidade produtiva. Pode-se ganhar eficiência e eficácia adotando práticas simples como a organização do espaço produtivo através de um fluxo mais eficiente da mão de obra e dos recursos materiais disponíveis; pela definição de horários e tarefas a serem cumpridas, facilitando o fluxo de pessoas no trabalho e o posicionamento de materiais – máquinas, equipamentos e matéria prima, evitando assim perda de tempo na execução destas tarefas diárias e necessárias a produção. A visualização destas características é ainda mais necessária quando o dono do próprio negocio precisa ser: gestor, comprador, operário e vendedor. Dai a necessidade de pensar em sua forma de trabalho se individual ou associada.

Desta forma trabalhando ou exercendo uma atividade produtiva na ótica de ser o dono e o executor das tarefas torna-se cada vez mais necessário e urgente que se aprenda a planejar suas ações produtivas e de gestão e adequar a sua produção as condições de trabalho evitando e/ou eliminando as perdas.

Assim o processo produtivo quando associado em grupos informais, associações ou cooperativas estas tarefas tendem a ser menos desgastantes e com maior participação de todos deste que a forma de gestão seja autogestionária, ou seja, e importante que todos do grupo conheçam cada etapa da produção seja ela de natureza prática ou teórica. Este exercício proporciona a troca de saberes e de conhecimentos em todas as etapas de produção o que permite a melhor organização das tarefas a partir do potencial e do talento de cada participante do processo produtivo em toda sua cadeia.

A adoção e o exercício desta prática permitira a apropriação de todos trabalhadores e trabalhadoras ao processo produtivo, ou seja, não haverá uma pessoa detentora do conhecimento e caso haja a necessidade de alguma pessoa do grupo se afastar a produção continuará e se adequará perfeitamente a nova condição estabelecida. Neste sentido todos participam como empregados e donos deste negócio compartilhando o exercício do poder, da responsabilidade e do real comprometimento com a atividade produtiva em todas as suas fases e etapas. Estabelece-se assim uma nova gestão tendo como base a pratica solidária permitindo dividir o ônus e o bônus da atividade produtiva entre todos e todas de forma igualitária e justa.


[1] Engenheiro agrônomo
CREA – ES 2146 D / 11ª Região
Graduação em Agronomia – UFES, Alegre – ES, Brasil
ÁREAS DE ATUAÇÃO
1-         Organização Social e Redes Solidárias
2-         Microfinanças sociais
3-         Análise de Cadeias Produtivas
4-         Custo de Produção dos Arranjos Produtivos Locais
5-         Projetos Captação de Recursos – Agropecuária
6-         Projetos de Recuperação Ambiental
 

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