VIVER E VENCER!

VIVER…. VENCER… COM A OPORTUNIDADE DA CRÍTICA E DA LÓGICA!

SUNDERHUS; Adolfo Brás[1]

A medida que vamos caminhando do crescimento para o desenvolvimento experimentamos uma evolução medida a partir da construção do conhecimento. Desta forma evoluímos assim para nossa sustentabilidade não temos perda e sim novos conceitos e paradigmas que se formam. E muito simples: se dou meu relógio para outro fico sem ele, perco o poder do ter, do ser meu, do pertencimento. Evidencia-se a consciência critica sobre o fato. Se dou o meu conhecimento para outro continuo com o pertencimento do saber, ou seja, não tenho perca. A doação do conhecimento oportunizou a geração de opiniões e a construção de novos saberes, de um novo conhecimento.

Assim associar viver e vencer a oportunidade da critica e da lógica são fatores determinantes na transformação de paradigmas para alcançarmos o objetivo proposto. Para tanto precisamos exercitar valores como o da gratidão. E preciso estar atentos a fatos simples da vida como o fato de podermos simplesmente estar respirando a plenos pulmões já é uma vitória, se este for o objetivo determinado. Estes sentimentos se fazem presentes em sua simplicidade como o prato de comida que se prepara dia-a-dia; uma casa limpa e uma cama arrumada. Para viver não e preciso querer ter mais e mais. E para vencer também não significa abrir mão de novas conquistas ou que se deva deixar de ir à luta. Pelo contrário no proposito de sermos vencedores precisamos sim ir à luta e conquistar, porém o que importa e como fazemos isto, pois podemos fazê-lo sem cobrar resultados ou criar critérios de punição por um resultado não alcançado. Ou seja, o viver e vencer significa dar e receber o seu aplauso interior pela sua conquista, pelo que você é e pelo que foi capaz.

Assim e preciso estar atento para o seu talento e cuidar para que ele não seja vencido pela sua ambição. E o não alcançar a sua ambição não significa perda, mas sim, e por fim saber valorizar os seus desafios e as suas conquistas. Portanto, vá em frente, valorize os seus talentos e confie neles e jamais deixe a vaidade tomar conta do seu talento e de sua jornada. Não acelere de forma desordenada a sua existência sobre a terra, pois estará contrastando com o ritmo da natureza. Não queira imprimir a sua forma de viver a loucura experimentada pelo crescimento que nos levaram a revolução industrial, as rápidas transformações no mundo das comunicações e da era tecnológica ditada pela informática e imposta à sociedade. Não deixe novamente se transformar em um “servo do trabalho” e do capital nem se deixe seduzir pelo brilho da moda e do padrão de beleza do corpo perfeito.

Já há muito tempo o sol e a lua o dia e a noite, a muito não ditam o ritmo da vida. Já não somos mais despertos pelo canto agudo e rouco do galo a primeira luz do raiar do dia. Este canto da natureza foi substituído e sufocado pela pressa do crescimento e hoje somos despertos pelo sonoro despertador e mais recentemente pelo celular. Uma evolução importante pela mão do homem para o homem. Os pescadores de hoje já não se guiam mais pelas estrelas estão conectados “on-line” navegando em todos os “cantos” do mar.

Uma coisa e certa: esta “evolução do desenvolvimento” não pode espantar a nossa capacidade critica e o nosso saber. Não podemos perder a percepção do canto dos pássaros ou das festas escolares e de nosso aniversário e de todas as molecagens de criança. Estas lembranças são o nosso viver não do passado, mas vivas no presente como forma de alimentarmos sempre a nossa curiosidade, nossos sentimentos e as nossas emoções dentro de uma nova roupa.

Precisamos estar atentos para o que queremos: se bem viver ou viver bem. O viver bem esta relacionado à vontade que temos de adquirir bens, coisas, objetos, inclusive ter poder sobre as pessoas e apossar-se de conhecimento, de riqueza, de conforto mesmo agredindo e devastando a natureza que nos originou todo a essência da vida e do viver para vencer com equilíbrio.

O bem viver. Um sentimento que revela e leva em conta a sua relação com a nossa mãe terra e o seu ritmo natural em toda sua generosidade e complexa simplicidade ao olhar do Criador. Trata de proteger, de cuidar da vida e em todos os seus ritmos. O bem viver nos leva a coexistirmos de forma harmoniosa e sustentável com outras formas de vida, sejam elas quais forem, pois somos interdependentes, todos. Expressa o respeito pela vida, pelo outro e pela sustentabilidade que diz respeito às gerações futuras. Expressa solidariedade e comprometimento para com os excluídos e marginalizados. Não somos formas alternativas de vida, somos vidas presentes, prontas para viver e vencer!


[1] Engenheiro agrônomo
CREA – ES 2146 D / 11ª Região
Graduação em Agronomia – UFES, Alegre – ES, Brasil
ÁREAS DE ATUAÇÃO
1-         Organização Social e Redes Solidárias
2-         Microfinanças sociais
3-         Análise de Cadeias Produtivas
4-         Custo de Produção dos Arranjos Produtivos Locais
5-         Projetos Captação de Recursos – Agropecuária
6-         Projetos de Recuperação Ambiental
 

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