UNANIMIDADE – A BURRICE INSTITUÍDA

UNANIMIDADE – UM PENSAR SEM A “NECESSIDADE DE PENSAR”

SUNDERHUS; Adolfo Brás[1]

O nosso saudoso Nelson Rodrigues já nos dizia: “Toda unanimidade e burra. Quem pensa com unanimidade não precisa pensar”.

Infelizmente não é assim que pensa a classe política e ela esta usando cada vez mais a “unanimidade” em seu proveito, tendo como argumento absurdo de que o pensamento único e sinal de desenvolvimento.

Em nosso regime de republica federativa e democratica, torna-se importante para o seu amadurecimento um processo de contrariedade, de confronto entre as opniões e os pensamento. Falar e exercitar a democracia por unanimidade e estar tirando de todos o direito de se expressar e de dar um cala a boca: sobretudo na sociedade.

E em especial aqui no Estado – ES a relação entre o executivo e o legislativo tem sido nesta “burra unanimidade” nos últimos 20 anos. Como se constroi novos paradigmas acreditando que so um paradigma basta, impressionante esta forma de agir.

Entra ano e sai ano, entra gestão pública executiva e legislativa e ela esta lá: a busca da uninimidade, como se fosse um sonho só, sonhado por um só. E o que mais nos espanta enquanto cidadãos e que esta atitude tem sido tomada, de forma acordada, sobretudo por aqueles que em algum tempo se diziam de esquerda, progressistas…esqueceram que o regime de esquerda e os progressistas sempre existiram e co-existiram entre e a partir de suas lutas e de seus conflitos, não de unanimidade.

Na política do Estado – ES, desde 2002 estamos vivendo uma busca deste sonho individual, vivendo do jogo de cintura e do acomodar as “peças” ao sonho de um único objetivo, que não é o da sociedade capixaba, lamentávelmente.

E quem não quer se sentar nesta “mesa” para o “jogo”, sente na carne o lado da unanimidade pela sua exclusão, como no sistema capitalista…mas é mesmo: o capitalismo esta presente neste jogo com todas as suas fichas para todos e todas. Resistência era o mínimo que esperavamos dos nossos representantes eleitos, ou melhor, de nossos empregados públicos número 01. Que resistência coisa nenhuma: da muito trabalho e não permite o ganho individual é o caminho é um só: se render ao jogo da unanimidade que dizem, e imposto, mas sem resistência, não tem imposição, tem aceitação unanime.

A única forma da sociedade se manifestar e não participar deste “jogo” imundo é a partir das manifestações como a que estamos presenciando nos últimos dias: mas isto e matéria que iremos posta mais adiante, para não esquecermos.

Neste joguinho da unanimidade política as suas lideranças ficam com duas peças a mão: o estintor de incêndio em uma e na outra o pirez ou pirex para arrecadar as benesses da unanimidade, que certamente tem destino outro e não para sociedade. E ai estas liderança tem um discurso unanime: estamos tentandot apaziguar os ânimos e manter a base coesa: que base e esta se vocês estão ai pela sociedade. Então porque não se dirigem aos seus patrões para discutir se queremos esta unanimidade, este estado de individualismo. Então vem algo maior: as bases do partido não podem ignorar as orientações do partido: tem algo de muito errado, pois os partidos são ferramentas para justamente buscar no conflito de ideias as soluções para o grupo em seu conjunto.

Poderiamos ter conflitos ricos e com soluções mais verdadeiras se as lideranças políticas do executivo e do legislativo do Estado – ES não gastassem tanto tempo do seu pensar com a unanimidade em torno de projetos individuais. Poderiamos enriquecer o debate junto a sociedade na construção continua de lideranças: mas não, isto e demais para o povo – pensar.

Mas os senhores detentores de mandatos políticos não se deram conta ainda, ou não querem por força do seu individualismo, se dar conta que não donos da verdade e da situação. Dentro deste princípio, que eles tanto falam mas não adotam, fica claro que a unanimidade não presta. E como diz o nosso saudoso Nelson Rodrigues: e fruto da burrice, criando vilões absolutos. E estes caras não querem entender que a democracia não se alimenta da unimidade e sim do debate de ideias e do confronto de ideais. E como falam besteiras e se acham acima do bem e do mal. Pensar e agir desta forma é um ato de covardia e assim tem sido este caminho da democracia da unanimidade no Estado – uma covardia com a sociedade, com cada cidadão e cidadã capixaba.


[1] Engenheiro agrônomo
CREA – ES 2146 D / 11ª Região
Graduação em Agronomia – UFES, Alegre – ES

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