O EXERCÍCIO DA LIBERDADE

UM NOVO TEMPO. UMA NOVA OPORTUNIDADE A SER VIVIDA!

SUNDERHUS; Adolfo Brás[1]

O exercício da política deveria estar associado a uma única preocupação: colocar a sociedade e todos da sociedade no centro de suas preocupações. No entanto sofremos de um velho exercício: a política do interesse pessoal alimentada pela prática do pão e circo.

Estamos vivendo momentos importantes em nosso exercício de cidadania, e precisamos aprofundar as nossas discussões, e melhorar nossa visão sobre o nosso ato cidadão, pois estamos vivendo um violento processo de dominação democrática pelos representantes eleitos por todos nós. Precisamos despertar nossa consciência crítica contra os abusos a que estamos sendo submetidos, precisamos nos mobilizar contra esta falsa “política democrática”, que esta buscando se instalar nos novos tempos. Precisamos nos opor, de forma forte, contra a opressão a que estão submetidos os trabalhadores e trabalhadoras do meio rural e do mundo urbano. Precisamos nos revelar em favor da paz e da justiça social, da igualdade, da fraternidade e do espírito da solidariedade humana.

Precisamos exercitar a justiça e a paz. Estamos vivendo um novo tempo, de coisas novas, e que tem como base as pessoas, os sistemas e as estruturas que constituem a nossa sociedade. Com elas convivemos e delas não podemos abrir mão, mas podemos torná-las mais humanas e mais comprometidas com a dignidade das pessoas, respeitando os seus direitos mais simples e fundamentais: a vida e a liberdade, que se somam a outros direitos como: uso de bens e serviços públicos ao alcance de todos, o acesso a terra, o salário justo, a participação na vida do Estado, a justiça, a saúde, a educação, a segurança pública, ao transporte público de qualidade.

Enquanto cidadãos, comprometidos com esta causa, nos cabe o dever e o compromisso de ajudar a nossa sociedade a encontrar e alcançar a justiça social, a solidariedade e a paz, a enfrentar de frente a pobreza no espírito de vencer as ameaças e as desigualdades impostas pela própria sociedade e pelo descassso das políticas públicas compensatórias. Não podemos cansar de elevar nossas vozes a um apelo, ao direito de que todos temos direito a um desenvolvimento humano e pleno. Precisamos exercitar a realidade de que vivemos em um mundo, onde todos se salvam juntos, e temos esta capacidade, a partir de nossa organização consciente e inteligente, de alcançar um desenvolvimento mais humano, mudando o paradigma do individualismo pelo de empenhar-se ao bem comum e de toda sociedade, vencendo as causas da exclusão que esta centrada na falta de fraternidade e solidariedade entre as pessoas.

Neste sentido o momento nos obriga a rever nossas atitudes e caminhos a seguir. Nos convida, ao mesmo tempo, a fazermos uma revisão do modelo de desenvolvimento que esta em curso, e a uma reflexão, sobre o sentido da economia, da política e do seu papel transformador na sociedade, promovendo fortes correções em sua conduta, valorizando o capital humano, ou seja a pessoa em sua integralidade e criando políticas públicas que promovam a centralidade e a integridade das famílias. E preciso que esta mudança esteja comprometida com um olhar para a atividade humana, estruturada de forma ética e capaz de construir uma economia para incluir a todos, e não somente aqueles adequadamente habilitados, ou seja o projeto de uns poucos não pode ser obstáculo ao desenvolvimento dos outros. Não pode-se negar e violentar direitos a grande maioria da sociedade.

Precisamos construir novos paradigmas de desenvolvimento econômico, social, produtivo e político oportunizando espaços de diálogo e de solidariedade, de confiança entre as pessoas e o poder público, cuidando dos princípios da ética e da moralidade social, da transparência, da honestidade e das responsabilidades. Para isto e necessário estarmos abertos a uma gestão compartilhada e comprometida com a redistribuição da riqueza gerada por trabalhadores e trabalhadoras, sobretudo o governo e os governantes.


[1] Engenheiro agrônomo
CREA – ES 2146 D / 11ª Região
Graduação em Agronomia – UFES, Alegre – ES

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