A ASSOCIAÇÃO DAS PESSOAS

A IMPORTÂNCIA DA ASSOCIAÇÃO DE PESSOAS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

SUNDERHUS; Adolfo Brás[1]

Nos primórdios da história as comunidades se baseavam na divisão natural do trabalho buscando a participação de todos e todas nos processos de sustentabilidade das famílias. Desta forma as tarefas eram definidas aos diferentes grupos e por sua condição de gênero e geração, sendo que os homens tinham a função de caçar e de defender sua tribo. As mulheres cuidavam das carnes e das coletas, e aqui entra o primeiro cuidar das sementes para perpetuar as espécies produtivas. E os idosos cuidavam das crianças com a rica função de contar e manter viva a história de suas gerações.

Com e evolução histórica do mundo e com o desenvolvimento de tribos para comunidades mais organizadas a necessidade da organização do trabalho e dos grupos foram aumentando em tamanho e em sua complexidade e na idade média surgem as corporações de beneficência de natureza filantrópica. Já no final do século XVIII e início do século XIX surge na Inglaterra mais precisamente no ano de 1844 um forte movimento de organização social por meio de iniciativas de trabalhadores e trabalhadoras tecelões e tecelãs me Rochdaile.

No Brasil estas experiências tornam-se mais presentes a partir da Crise Econômica da década de 80 resgatando as antigas “Utopias” exercitadas pelos trabalhadores e trabalhadores pela associação das pessoas para o cooperativismo do trabalho.

Desta forma e verdadeiro pensarmos e definirmos a reunião de diversas pessoas como sendo a resultante da necessidade gregária do homem e da conveniência em unir-se a outros semelhantes de modo a potencializar a capacidade de alcançar fins comuns que, de outro modo, seriam realizados a custos maiores ou simplesmente irrealizáveis. Este amparo legal está expresso no código civil quando em seu artigo 53 diz que “constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizam para fins não econômicos.” A associação de pessoas e ainda definida em sentido amplo como sendo uma forma de organização permanente, através da qual um determinado grupo de pessoas ou instituições buscam realizar determinados interesses comuns.

Portanto quando falamos que “vamos discutir a formação de uma associação, cooperativa ou instituição semelhante” devemos lembrar que estamos tratando com pessoas e que a sua reunião ou união tem como objetivo a obtenção de um ideal comum e que deve ter o reconhecimento de todos e todas em especial do poder público – autoridade competente, legitimando sua legalidade. Neste sentido associar-se entre pessoas não é meramente formar ou “criar” uma denominação, não é apenas mais um rotulação. É sobretudo a formação de uma pessoa jurídica com todos os seus conceitos e definições com embasamentos e vocação doutrinária capaz de distinguir as associações das sociedades e para tanto deve prestar serviços como: realizar as interlocuções de natureza social, produtiva, econômica, comercial, política e ambiental. Deve evidenciar todos os esforços buscando os meios para desenvolver e fortalecer as atividades produtivas, na formação e capacitação das pessoas. Este esforço poderá gerar benefícios objetivos e subjetivos. Os primeiro tem a ver com o víeis social, econômico, cultural e ambiental que após discutidos poderá ser encaminhado indicativos de resolução. O segundo tem a ver com o víeis político que após discutido poderá se manter sempre em estado de negociação e de articulação para o alcance destes objetivos.

O resultado deste processo espera encaminhar-se para que a associação de pessoas, constituída de forma legal mesmo que possa demonstrar a imaturidade ou a falta de experiência de seus associados de forma individual, mas ela, enquanto organização coletiva poderá demonstrar a capacidade criativa e transformadora de seus associados, na qualidade de realizar sonhos, de correr riscos, de serem agentes de transformação e de mudanças e de fazer florescer iniciativas que possam transformar as pessoas e as comunidades nas quais estão envolvidas.

[1] Engenheiro agrônomo
CREA – ES 2146 D / 11ª Região
Graduação em Agronomia – UFES, Alegre – ES

 

 

 

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