AGRICULTURA FAMILIAR – UM PENSAMENTO PRÓPRIO

AGRICULTURA FAMILIAR – UM CONTRAPONTO A AGRICULTURA PATRONAL

SUNDERHUS; Adolfo Brás[1]

Os entendimento sobre estes temas são os mais variados e em diversas vertentes sejam elas de natureza social político econômica ou ambiental. Assim também coloco para uma análise um pensamento próprio dentro do contexto da realidade que encontramos no Estado, em que pese o julgamento a ser feito em virtude deste pensamento e opinião.

A agricultura patronal tem como pano de fundo o cultivo da terra usando e explorando a mão de obra de trabalhadores e trabalhadoras rurais no regime assalariado fixo ou temporário, e separa de forma significativa e brutal a gestão e o trabalho. A gestão cabe ao dono da terra, patrão. O trabalho cabe aqueles/as que tem a mão-de-obra a ser explorada, e por isso são submetidos ao poder de mando do primeiro.

Este regime de exploração que dissocia gestão e trabalho, regime patronal, gera ao longo do tempo como resultado social uma imensa desigualdade e uma forte concentração de poder e riqueza. E por isso este modelo de agricultura tem sua sustentabilidade no êxodo rural, na exploração da mão-de-obra, na relação patrão-empregado como poder de decisão verticalizado e no sentido de que o capital e o lucro são os elementos centrais do processo.

A agricultura familiar e camponesa trata do cultivo da terra tendo como seus protagonistas os mini e pequenos agricultores familiares e camponeses em um regime de gestão exercido pela família rural com mão de obra exclusivamente do núcleo familiar e se apoia fundamentalmente na unidade entre gestão e trabalho em família. Este o ponto fundamental que a diferencia da agricultura patronal.

Os regimes que adotam o modelo de gestão e trabalho associado tem como resultado um forte progresso social econômico e ambiental. Este modelo se sustenta por gestão exercida pelo núcleo familiar, a renda vem predominantemente das atividades produtivas da unidade de produção, desemprenham um forte papel social e ambiental e o elemento central está nas pessoas e não no lucro por si só.

Desta forma o resultado final da agricultura familiar e fundamentado pelos processo de cooperação e solidariedade que se estabelece entre as pessoas e pelo fortalecimento das iniciativas em grupo onde cada um pensa no bem comum para o seu próprio bem, ou seja e um sistema produtivo em que todos e todas procuram produzir, vender, comprar ou trocar sem querer levar vantagem sobre o outro e sobretudo com respeito ao meio ambiente.

[1] Engenheiro agrônomo
CREA – ES 2146 D / 11ª Região
Graduação em Agronomia – UFES, Alegre – ES

 

 

 

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