O DISCURSO, A PRÁTICA E A GESTÃO POLÍTICA

O DISCURSO: TUDO PELO SOCIAL. NA PRÁTICA O SOCIAL LONGE DO TUDO!

SUNDERHUS; Adolfo Brás[1]

Um dos discursos mais fervorosos e carregados de pragmatismo e verdades, se estabelece quando numa análise rápida verificamos que a pauta dos movimentos sociais no Estado fica seguramente em segundo ou terceiro plano a mais de duas décadas na ótica na visão e na prática das políticas públicas do governo no Estado

Os partidos de esquerda, ditos de progressistas e com o olhar mais próximo a realizada e as necessidades da sociedade, tem se afastado para bem distante dos movimentos sociais, onde todos tiveram sua origem e sua construção histórica.

Atender as demandas sociais. Este é o grande discurso dito a tom alto e sem gagueiras durante as fervorosas falas e dos compromissos políticos durante o breve momento da participação popular nas eleições. Na prática vem acompanhado de um tom baixo, quase imperceptível e sua fala quase e impossível de ser entendida, diante de tanta confusão que dificulta o entendimento de como se dará a sua aplicação na prática, sem contar com o mais confuso entendimento das obrigações constitucionais dos pretensos ao executivo e ao legislativo.

No entanto, passado este período, uma nova espécie de “dialogo” se estabelece tendo como protagonista o governo e como receptora a sociedade. E a da truculência, a da porrada. A da bala de borracha e do spray de pimenta. A da violência contra mulheres, idosos e jovens…não importa quem será atingido, a ordem é não deixar passar. Está estabelecido o conflito social por quem deveria buscar o entendimento e o diálogo. E não importa a qual tipo de movimento, seja do jovem, daqueles que lutam por moradias ou terra, sejam daqueles que buscam simplesmente o alimento. E apesar da prática os governos ao longo destas duas décadas não tem tentado reduzir esta agressão aos direitos de liberdade de expressão e do exercício da prática democrática entre os poderes e a sociedade.

Exercer o poder de gestão pública do Estado com base na inexistência do diálogo e na aceitação de que o contraditório de pensamento e posições alimenta a busca de soluções compartilhadas para os principais problemas que são postos na mesa de negociação e no mínimo desconsiderar a necessidade de que o Estado tem a necessidade de estar e de se fazer presente, numa visão mais ampla para trazer uma resposta desejada a criação permanente de uma marca de desenvolvimento com inclusão e justiça social.

Portanto o novo momento político leva, ou deveria levar, a uma forte reflexão sobre as ações do Estado e dos governantes, nas últimas décadas, no sentido de se estabelecer uma marcha propositiva e integrada, com o compartilhamento de ideias, projetos e programas com a sociedade através dos movimentos sociais organizados. O cenário atual aponta nesta direção, da necessidade de ampliar a interlocução do Estado com a sociedade como forma de praticarmos o exercício democrático dos poderes constituídos e o comprometimento da sociedade com este exercício e com o seu controle.

[1] Engenheiro agrônomo

CREA – ES 2146 D / 11ª Região

Graduação em Agronomia – UFES, Alegre – ES

 

 

 

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