UM NOVO MOMENTO PARA ROÇA NO AMBIENTE RURAL

A ROÇA COM PRESPERIDADE SOCIAL, PRODUTIVA ECONOMICA E COM RESPEITO AMBIENTAL

SUNDERHUS; Adolfo Brás[1]

O Espírito Santo apresenta-se com um rico diferencial expresso pela sua beleza natural, pela riqueza de ambientes, pela sua formação étnica e por uma forte crença que o trabalho e o espírito de solidariedade constroem um amanhã com mais oportunidade para todos.

Nas duas últimas décadas a economia do Estado, como um todo, cresceu. Tivemos um aumento da oferta de empregos e da renda disponível para as famílias. Houve uma diminuição significativa do número de pessoas abaixo da linha de pobreza. Portanto, estamos diante de um ambiente que tem favorecido a expansão dos negócios e o desenvolvimento econômico e social.

Este quadro de crescimento atual do Estado não pode ser descolado de sua história recente, cuja economia capixaba tem apresentado um desempenho invejável nas últimas duas décadas. Saímos de uma visão agrícola e uma população predominantemente rural na década de sessenta, para rapidamente a um quadro caracterizado por uma economia industrial e urbana, incorporando novas atividades na economia e na vida social e política do Estado.

Mesmo diante desta nova realidade o ambiente rural – a roça torna-se mais uma vez o local de oportunidades para o desenvolvimento e a inclusão social produtiva e econômica. Os movimentos sociais e representativos da agricultura familiar e camponesa passam a ser vistos, pelo governo do Estado, como instrumento de garantia de um futuro melhor, ou seja, mais justo, equilibrado e sustentável. Neste víeis, o desenvolvimento da roça seria objeto de uma nova perspectiva que passa a demandar novos padrões de investimentos através da implantação de políticas públicas estruturantes, deixando de lado aquelas de natureza clientelista e paternalista. É precisamente neste contexto que ingressa o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF, com os investimentos incorporando os avanços da pesquisa agropecuária associados à assistência técnica e a extensão rural, contribuindo para o surgimento de um novo ambiente na roça.

A roça passa a ter uma nova dimensão manifestando-se pela riqueza de seus relevos, de sua radiação solar, pela disponibilidade de águas, por terras férteis, de uma forte diversidade produtiva e sobretudo pela gestão familiar das unidades produtivas da roça. Todas estas características quando combinados, fazem com que os ecossistemas naturais e produtivos sejam valorizados e respeitados.

Este conjunto de natureza social econômica e ambiental confere ao Estado um cenário favorável a atividade da agricultura como um dos setores de maior relevância socioeconômica no Estado. Das unidades produtivas 92% apresentam-se com área inferior a 100 hectares, configurando ao Estado a essencialidade da agricultura familiar como uma atividade estratégica para a ocupação produtiva e para geração de trabalho e renda na roça, revelando-se como segmento mais importante para 61 dos 78 municípios capixabas.

Neste contexto, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – Incaper, como instituição de ciência, tecnologia e inovação, tendo sua expertise na Extensão Rural associada a uma Assistência Técnica com foco na agricultura familiar e em especial junto as organizações de representação dos agricultores familiares, insere-se como fundamental no processo de transformação para o avanço do progresso social, técnico, produtivo e ambiental na roça.

O Espírito Santo, desde algum tempo, ingressou num ciclo virtuoso de desenvolvimento. Investir na roça, em especial na agricultura familiar, valorizando e fortalecendo as vocações regionais sem seus arranjos produtivos locais e fortalecendo a ação pública do Estado na área da Extensão Rural da Assistência Técnica e da Pesquisa aliando conhecimento cientifico/tecnológico com o saber do agricultor familiar, promovendo a integração interinstitucional e investindo na abertura de novas oportunidades, certamente este ciclo virtuoso será fortalecido  podendo consolidar um futuro de prosperidade compartilhada na roça capixaba.

[1] Engenheiro agrônomo

CREA – ES 2146 D / 11ª Região

Graduação em Agronomia – UFES, Alegre – ES

 

 

 

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